O Ceará necessita de, pelo menos, 94 leitos de UTI neonatal voltados exclusivamente a pacientes com alta complexidade para conseguir zerar a fila de espera. A afirmação é do promotor de Justiça Enéas Romero, coordenador do Centro de Apoio Operacional da Saúde (Caosaúde), do Ministério Público do Ceará (MPCE).
O órgão realizou vistorias nas unidades de saúde que dispõem desses espaços e produziu um relatório que aponta superlotação em duas unidades e ociosidade em outra. As visitas foram realizadas nos dias 22 e 23 de novembro.
Segundo ele, se esse problema não for resolvido logo, é possível que haja óbitos em decorrência da falta de atendimento a bebês que requerem atendimento especializado.
"No caso agora, não houve infecção e número maior de óbitos, mas se isso não for resolvido logo, pode vir a acontecer, porque UTI superlotada aumenta o risco de infecção e óbito", alerta o promotor.
A vistoria foi realizada no Hospital Geral Dr. César Cals (estadual), na Maternidade Escola Assis Chateaubriand (federal) e no Hospital da Mulher de Fortaleza (municipal).
Por Cadu Freitas, Alessandra Castro e Isayane Sampaio, g1 CE
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